Italo Brasileiro

Canção do Extermínio

Minha terra tinha palmeiras

Onde cantava o Sabiá,

As aves, já não mais gorjeiam,

Pois foram extintas, por lá.

Nossos rios envenenados,

Nossas florestas desmatadas,

Nosso Cerrado virou pasto,

Nossa flora virou soja.

Cismo à noite, por não mais encontrar

os vagalumes vagando de lá para cá

Será que foi o agrotóxico

ou a poluição luminosa?

Minha terra tem horrores,

onde traficantes da biodiversidade vivem a prosperar e pesquisadores vivem a mendigar

Indústria do destruição enriquecendo

financiando todo entretenimento

Cismo à noite por lembrar

que muito será extinto se não mudar.

Minha terra tinha palmeiras,

Onde cantava o Sabiá.

Não permita Deus que eu reviva,

Sem que eu aprenda a conservar

Sem que acabe com os horrores

Que destroem tudo para lucrar;

Se puder, Deus, preserve as palmeiras,

Onde cantavam os Sabiá.



O Livro

Estamos ficando sem tempo, o mundo anda muito acelerado, não respiramos, não nos conhecemos, apenas deslizamos os dedos para cima para se entreter ou para direita para se envolver com outras pessoas. Os noticiários falam de uma mudança climática que mudará completamente o destino da humanidade. Os bilionários desejam colonizar outros planetas e ainda não conseguimos superar a colonização do nosso país.

Onde estamos indo com tanta pressa? Tenho muitos devaneios sobre nossa existência, sobre como caminhamos e para onde vamos. Se tudo que temos e somos vem do meio ambiente, porque não conseguimos enxergar que precisamos cuidar?

Devaneios Ambientais vêm para trazer reflexões sobre o meio ambiente e como é necessário envolver mais cultura no meio ambiente, para que as pessoas compreendam de fato a sua importância. Todo mundo conhece o leão, nos livros didáticos, nos filmes e nas histórias, ouvimos e o reconhecemos e somos incapazes de citar o nome de pelo menos três felinos nativos do Brasil. Todo mundo conhece a águia americana e pouquíssimos conhecem a Harpia que é uma das maiores aves de rapina do mundo e está ameaçada de extinção. Somos um país colonizado que não conhece o meio ambiente e então o despreza.

Meus muitos devaneios sobre o meio ambiente me levaram a pensar na união da poesia e ciência e assim escrevo o meu primeiro livro. Escrevo como alguém que encontrou uma voz poética na pandemia e usa da ciência que estuda na graduação para trazer novas visões. O mundo anda acelerado demais sem saber que caminhamos para um fim, por isso é tempo de repensar sobre como lidamos com a vida e a natureza, para que ainda possamos mudar o futuro.